Com base nas leituras realizadas, observa-se que o nível de aprendizagem da língua escrita não está aquém do desejado, desde que o sistema incorporou o construtivismo, a qualidade do ensino vem se degradando anualmente.
Alfabetizar na concepção construtivista não está correspondendo às expectativas de da nossa clientela, como alguns estudiosos também vejo o construtivismo como elitista, pois a idéia construtivista leva em consideração a bagagem que os alunos que chegam à primeira vez na escola já trazem, até concordo que os aprendizes trazem uma bagagem. Mas que bagagem é essa trazida por eles? Será que contribuirá para o seu desenvolvimento cognitivo do mundo letrado? Como esta bagagem contribuirá para o seu desenvolvimento autônomo - como prega o construtivismo - se na maioria das vezes nossos alunos de escola pública são de família paupérrima, onde mal tem o que comer, são filhos de pais analfabetos ou semi - analfabetos e quando não, trabalham o dia inteiro para o sustento da família. Dessa forma, constata-se que a bagagem trazidas muitas vezes por esses alunos é muitas vezes vazia... esses pais deixam a tarefa de educar, de aprender a ler e a escrever para a escola, compreendendo que somente a ela cabe a este papel, é quando a criança vai ter os seus primeiros contatos com o mundo letrado. Como alfabetizar esses alunos?
Desde que foi adotado o construtivismo nas instituições públicas a qualidade do ensino caiu consideravelmente, não só as pesquisas mostram, como vemos nitidamente nossos alunos prejudicados conclu - segundo as pesquisas - quando vemos nossos alunos concluindo ensino médio sem dominar as regras ortográfica da língua e assim por diante. E o que devemos fazer enquanto educadores, alfabetizadores?
Como alfabetizadora há mais de 7 anos, confesso que só a idéia construtivista não atende as expectativas dos nossos alunos. Na minha prática pedagógica, observo que temos casos e casos, cada um com suas especificidades, com suas necessidades e etc. E que método utilizar para atender essas particularidades? Penso que não existe uma receita pronta - como o Sistema de Ensino pensa que existe. Eu usufruo do método misto: fazendo uso de vários, do alfabético ao construtivismo, dando ênfase ao fônico que corresponde a nossa realidade local e obtendo sucesso ao término de cada ano.
Quanto ao construtivismo, defendo algumas de suas idéias. Como método avaliativo utilizo o portfólio com ditados para diagnosticar o nível de aprendizagem de cada um deles individualmente para a partir daí desenvolver atividades que atenda a cada fase correspondente ao alunado e fazendo com que o mesmo avance para a fase seguinte. Baseio-me na teoria de Emilia Ferreiro, Psicogênese da Língua Escrita.
Sendo assim, não acredito na ideia da receita pronta, como passam para nós nessas tais formações continuadas oferecidas pelos municípios. Enquanto docentes, devemos identificar em que nível se encontra o aprendiz e aprimorar a nossa pratica pedagógicas as necessidades de cada um de acordo com a realidade local.
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